Tem horas que teorias conspiratórias parecem ser reais

Existem diversas teorias conspiratórias sobre A Nova Ordem Mundial (New World Order), falando de uma besteira ou de outra sobre como eles se preparam para dominar o mundo com seu governo global unificado. Por um lado, um governo global parece uma boa ideia, mas as teorias sempre põem como os cabeças por trás disto como os humanos (na maioria das vezes) mais repugnantes existentes. Há partes fáceis de notar que são loucura pura, outras, nem tanto.

A questão é a tal concentração de renda. Algum tempo atrás, segundo a Forbes, as 85 pessoas mais ricas possuem mais riqueza (provavelmente a maior parte em forma de bens e ações) que metade da população do planeta. Isso por si só (e o cinismo de um ricaço “achar isso ótimo, porque essas pessoas olham pra cima e pensam ‘eu quero estar lá!'”) já fala praticamente tudo. Ricos ficando mais ricos, pobres, como sempre, só se ferrando, sendo alimentados com a mentira de que “qualquer um pode chegar lá!”. Afinal, a crise de 2008 apertou muito mais quem estava e ainda está na base da pirâmide, com o pessoal no topo recebendo apoio dos governos para não falir de vez (me pergunto qual seria o problema em deixar as instituições da época simplesmente falirem).

Daí, temos também detalhes de como barões da mídia são verdadeiros criadores de opinião pública. Os Marinhos e Otavio “Seu blog está fazendo uso indevido do logo da Folha” Frias que o digam. Rupert Murdoch faz essa parte nos países de idioma inglês, o que dá muita gente sob seu alcance.

Então, com a repercussão do livro de Thomas Piketty, alguns ricaços decidiram fazer uma “Conferência do Capitalismo Inclusivo” dia 27 de maio. O tema era como aumentar a participação das bases da pirâmide nos ganhos, ou coisa do tipo, provavelmente. Não fui convidado para assistir nem recebi parte do que gastaram lá, então poderíamos dizer que já começaram errado. /sarcasmo

Quando qualquer pessoa para pra analisar como anda a politicagem nos EUA, nota que praticamente todas as propostas de lei e similares dependem de lobbies, onde indústrias e setores que podem lucrar mais com regulação menor compram políticos na cara dura (através de doações sem segundas intenções enquanto estiverem apoiando, que podem ser cortadas caso o apoio acabe). Lá deixou de ser democracia há um bom tempo, só não sabe quem não parou pra juntar os pontos.

Aqui no Brasil, esse tipo de compra de favores costuma ser mais discreta e sorrateira, além de muitas vezes ser totalmente ilegal. Ainda assim, nossa justiça muitas vezes parece pender para o lado que melhor pode lhe favorecer. Assim, os inimigos (às vezes basta não ser colaborador total para ser alardeado como arquiinimigo) da elite se tornam os inimigos da justiça. Os poderosos fazem casamentos entre seus patrimônios de maneira que relembra muito o feudalismo, onde qualquer ameaça a seu patrimônio recebe rapidamente um golpe de “justiça” para aprender a nunca se opor ao status quo.

Assim, o que temos é algo que faz sentido mostrar, no mínimo, um pouco de preocupação. Os poderosos abusam do seu poder econômico e manipulador para obter mais vantagens em esferas políticas, que se tornam cada vez mais capachas do dinheiro ao invés do povo. Quanto mais tempo passa, mais eles parecem acumular poder. Não me surpreenderia daqui uns 20 anos eles dissolverem algumas nações em estados sob domínio total de seus conglomerados.

Pensando nisso, recomendo ler também o que o presidente paraguaio deposto em 2012 pensa sobre quem fará os próximos golpes.

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